Contraproposta rejeitada
Crédito Imagem: Dario Banzatto - Fonte: Assessoria de Comunicação - Autoria: Marília Ferreira - MTB 43.137/SP
Servidores de Piracicaba entram em estado de greve após rejeitarem contraproposta da Prefeitura
Os servidores municipais de Piracicaba decidiram entrar em estado de greve após assembleia geral realizada na noite de terça-feira (31), organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba e Região. A reunião teve como pauta principal a análise da contraproposta apresentada pela administração municipal nas negociações salariais.
Durante a reunião, os trabalhadores debateram sugestões e propostas relacionadas à campanha salarial. Ao final, a categoria optou por manter a proposta inicial aprovada em assembleias anteriores e rejeitar a contraproposta encaminhada pelo prefeito Hélio Zanatta. Em votação, os servidores deliberaram pela decretação do estado de greve como forma de alerta e mobilização.
O estado de greve sinaliza a possibilidade de paralisação das atividades a qualquer momento, caso não haja avanço nas negociações. A medida permite a organização do movimento, incluindo a formação de comando de greve, comissões de mobilização e de arrecadação para eventual fundo de greve.
De acordo com o sindicato, uma eventual paralisação seguirá os procedimentos previstos na Lei nº 7.783/1989, que regulamenta o direito de greve no serviço público.
A proposta defendida pelos servidores prevê reajuste salarial de 12,62% e aumento no vale-alimentação para R$ 600 mensais, sendo R$ 500 referentes ao benefício principal e R$ 100 destinados ao vale-café da manhã.
Durante a assembleia, a diretoria do sindicato apresentou novamente a contraproposta da Prefeitura, que já havia sido divulgada anteriormente. Segundo os dirigentes, projetos de lei relacionados às negociações chegaram a ser enviados à Câmara Municipal, mas foram retirados em menos de 24 horas após solicitação do sindicato para continuidade do diálogo.
Apesar de a administração ter detalhado item por item das reivindicações, o reajuste salarial, considerado o ponto central das negociações, não teria atendido às expectativas da categoria, que cobra a recomposição de perdas acumuladas durante o período de congelamento salarial previsto em legislação municipal.
A reunião também foi marcada por manifestações de servidores que relataram sensação de desvalorização profissional, falta de reconhecimento e dificuldades enfrentadas no cotidiano de trabalho. Representantes da categoria criticaram ainda o aumento de taxas municipais, afirmando que, enquanto a população arca com novos custos, as condições para a prestação dos serviços públicos não estariam sendo adequadamente garantidas.
A diretoria do Sindicato ressalta que atua na condição institucional de representante legal da categoria, sendo responsável por encaminhar as demandas dos servidores à administração municipal, e que todas as decisões sobre mobilização são tomadas em assembleias pela própria categoria.
A entidade informa ainda, que as negociações com a Prefeitura não estão encerradas e aguarda a apresentação de uma nova contraproposta. Uma nova assembleia geral deverá ser convocada nos próximos dias para que os servidores avaliem os próximos passos do movimento.